sexta-feira, 19 de abril de 2013

Postado por Vânia Barberan às 13:05    Sem comentários


Não se pode dizer que almoçar fora de casa engorda por si só. Hoje, temos várias possibilidades de se compor um prato saudável nos mais diversos restaurantes e por isso, cada um é responsável por suas escolhas. É possível comer na rua todos os dias e não só andar na linha, como até mesmo emagrecer, se você souber escolher os pratos mais magros nos restaurantes que você ama. Confira as dicas para quem trabalha fora e não quer comprometer a dieta.

Muitas pessoas quando precisam se alimentar na rua diariamente acabam engordando. Isso porque na maioria dos restaurantes não existe o cuidado com o tipo, nem a quantidade de gordura que será adicionada à comida, nem mesmo com a forma de preparo, como por exemplo, em alimentos fritos, se a gordura será reaproveitada. “A comida de fora de casa tem uma gordura que não é muito boa e temperos químicos que a gente não está acostumado e que acabam atrapalhando o nosso metabolismo. Além disso, quase tudo é acrescido de farinha, o que a torna mais calórica.”, explica Vânia Barberan, membra da Associação de Nutrição do Estado do Rio de Janeiro.

De acordo com especialistas, o segredo para manter a forma se alimentando na rua é fazer refeições leves e manter a rotina indicada de comer de três em três horas para que não se concentre a refeição no almoço. Levar lanches de casa é fundamental, como um sanduíche de pão integral com pastinha de atum (usar requeijão light para dar liga), queijo branco, peito de peru e fruta sempre, nada de comer biscoitinhos nos intervalos. “Sempre indico que a pessoa tente levar frutas ou castanhas para o lanche. Mas, tomar suco, água de coco, comer em restaurantes mais lights, comida japonesa evitando a fritura ou em restaurantes normais e trocando os acompanhamentos como por exemplo a batata frita pela cozida, também é um bom caminho.”, orienta a nutricionista Carolina Ribeiro. 

Na hora de escolher o prato na rua é melhor optar por alimentos que você comeria na sua casa. “Comer na rua sem dúvida exige muito mais disciplina, porque na rua você acaba comendo só as coisas que gosta mais e as mesmas coisas sempre por conta da disponibilidade dos produtos.”, acrescenta Vânia Barberan. A especialista aproveita para orientar a forma ideal de montar a refeição nos restaurantes. “Em um prato saudável deve ter sempre de duas a três colheres de cereal (arroz, macarrão...), uma concha de grãos (feijão, lentilha...), uma carne do tamanho da palma da nossa mão e três porções de legumes e verduras. Abuse sempre das verduras e legumes, não adianta colocar uma fatia de alface e uma de tomate, porque isso não surte efeito. Tem que ser uma porção de cada.”, diz a profissional.

A questão do consumo de saladas na rua ainda é um tabu para muitos, mas, as especialistas acreditam que é melhor comer, do que deixar de comer “Hoje em dia os estabelecimentos têm que atender semanalmente a Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A higienização de vegetais é simples. E além disso, medo de pegar o que? Verme? Nosso organismo está preparado para combater isso, o suco gástricos mata esse tipo de bactérias. Portanto, volte a comer verdura na rua. Use limão ou vinagre na salada, eles acidificam o meio e ajudam a diminuir o número de bactérias.”, afirma Vânia Barberan. 

Outra dúvida das pessoas é se devem optar por um restaurante a quilo, porque oferece mais opções e você coloca o peso que quiser, ou se a opção do quilo pode acabar fazendo comer mais. “Para comer em restaurante a quilo, você primeiro deve olhar todas as opções, depois entrar na fila escolher se vai comer carne, frango ou peixe (pois misturar tudo dificulta muito a digestão), colocar só um pouco de carboidrato (arroz, feijão, batata ou massa) e preencher o resto do prato de salada bem colorida para o prato ficar bonito e porque cada cor concentra uma vitamina diferente, então esse prato vai ser mais nutritivo também. E o azeite sempre na salada porque além de saudável e aumentar o colesterol bom, ajuda a dar saciedade.”, orienta Carolina Ribeiro. Vânia Barberan ainda acrescenta que comer está relacionado à sua postura em relação a comida e nem tanto à escolha do restaurante. “O quilo é uma boa opção. É claro que não se deve ceder às tentações e consumir as frituras, como bolinhos, pastéis e coxinhas que estão disponíveis lá. Um prato feito hoje, por exemplo, é muito grande para uma pessoa, deve-se sempre dividir com alguém.”, comenta.

Aliás, a questão das frituras é um aspecto importante a se ressaltar, já que o consumo desse tipo de alimento na rua pode inclusive trazer prejuízos à saúde. “Comer fritura de óleo reaproveitado pode ser perigoso. Essa gordura é a que a gente chama de gordura TRANS, a mais prejudicial para a saúde, a que entope artérias e pode gerar problemas cardiovasculares”, explica Carolina. Além disso, deve-se tomar cuidado com o sal, porque a comida da rua costuma ser insossa e a gente tende a acrescentar e o consumo exagerado de sal não é recomendado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. “Isso acaba aumentando a vontade de se comer coisas mais salgadas e a as comidas já tem quantidades ideais dessa substância.”, lembra Vânia Barberan. É lógico que a comida de casa é sempre mais saudável, mas a nutricionista deixa claro que os alimentos da rua também não são vilões. “Entre comer uma lasanha congelada em casa e a comida da rua, melhor comer na rua. Mas, a comida industrializada em geral, pode trazer danos. É como tomar suco em caixinha, mas não pode deixar também de tomar o suco de da fruta.”, diz.

Em relação ao aumento de peso, o maior problema de se comer na rua acaba sendo a sobremesa. “Na realidade, quando você almoça fora, você acaba se dando o direito de comer sobremesa. E isso não pode.”, diz Vânia Barberan. Outro problema é que quem almoça na rua, muitas vezes acaba descontando na janta quando chega em casa. “Não levar uma rotina alimentar organizada durante o dia acaba fazendo você comer muito na janta, que é a pior coisa que se pode fazer, pois come vai dormir, com o metabolismo mais lento já.”, fala Vânia Barberan. Então, para quem trabalha fora e precisa comer na rua, fica a dica: comer sempre o que comeria em casa, levar lanches de casa (como sanduíches, frutas, castanhas sem sal), Não passar mais de três horas sem comer para não acumular o apetite, em um restaurante pedir o molho do seu prato separado e colocar pouquinho, sempre vai existir uma opção mais light em qualquer estabelecimento e na comida a quilo olhar primeiro tudo antes de escolher o que vai colocar no prato. 

Por Thais Padua, Rio de Janeiro.

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